Bibliodicionário atacando pela Primeira Vez.


Velho Dicionário Salles & Silva de Biblioteconomia e Grudes afins.


Agradecimentos:
A gradeço a verborragia e ao eufemismo profundo, sem os quais o prolixíssismo não seria possível.

Apresentação:
Dando continuidade a ululante tradição peripatética de verbetizar de maneira concisa os horrores conceituais, e a falta de epistemologia crítica e concisa dessa área do quase-conhecimento, senti-me tocado pelos dedos da profissão, e tocado no fundo tive de expelir compulsoriamente esses termos todos, não sem antes propor utilitariamente que este caldo todo fosse transformado nesse Dicionario que agora vc lê!

Introdução
Introduzidos todos nós já fomos nessa idade, quanto a estrutura do que se apresenta, sei que o leitor perspicaz sabe que tamanha elucubração é desnecessária.




A A A

A: Vulgarmente conhecida como “ahhh”, primeira Letra do Alfabeto, antigo “Abcdario”, serve como primeiro signo para a alfabetação, letra com que se escreve Aline, asco e andiroba. Por menos engraçado que possa ser, é a Ultima letra em “Biblioteconomia”, por isso não merece respeito.

AACR2r: Também desconhecido como Anglo American Cataloguim Rules second Revision; Código desenvolvido pelos místicos catalogadores do norte, impossível de se compreender; há quem diga que é importante aprende-lo, não se sabe quem tenha conseguido.2º Um Aviso: O simples acréscimo de Alguns pontos de maneira incorreta pode destruir o mundo, diz o código. Não serve para imagens, filmes e partituras, mas não importa, é o que tem pra hoje.

Abreviar: É aquilo que se faz na aula, não responder as perguntas do professor para....; esquecer o Power-Point para “...”a aula; usar o trabalho de um colega na matéria de lógica para “Abreviar” o Curso. 2º Tem quem confunda com acrônimo, não faça isso! 3º Antiga Arte desenvolvida para preencher cartões de papel perfurados de 7X5 por 12X5 com todo tipo de informação desnecessária e irrelevante sobre qualquer coisa, geralmente livros.

ABNT: Veja Associação Brasileira de Normas Técnicas

Ação Cultural: Em reformulação há alguns anos, aguarde. 2º Quem sabe um dia. 3º Pergunte ao Teixeira Coelho.

Acervo: Onde ficam os livros, ou os livros mesmo todos amontoados, tanto faz, outros tipos de material não são aceitos nessa alcunha, eles sempre serão “especiais” ou “Multimeios” (independendo de terem sido inventados há 10 ou 100 anos) e por isso devem ficar no canto; fora do acervo. 2º Geralmente o motivo de uma Biblioteca fazer sucesso com o destratado (veja – Usuário) ou não. 3º Aquilo que se desenvolve e não é doença, tem politica própria mas não partido, que nunca tem uso mas quando é “desbastado” causa comoção e “corte de pessoal”.

Acesso/Acessibilidade: Eu acesso, tú acessas, ele acessa a pirataria rola solto! É o que a Biblioteca dá, depois está tudo resolvido. 2º Palavra polissêmica que representa as condições necessárias para que algo numa situação estruturada possa acontecer. 3º Falta de acessibilidade, é o que vc vai ouvir enquanto o Ministério público processar sua biblioteca, já que não há rampas, banheiros adaptados, livros em braile, audiobooks, sinalização tátil-visual no chão...

Acumulação: Excesso, vício, se trate seu demente! 2ºDoença desenvolvida pelos profissionais da informação ao longo de suas carreiras, mesmo o ignóbil e sem uso deve ser preservado. 3º Diz-se daquilo enquanto se acumula como as gordurinhas nos sedentários, ou da placa bacteriana nos dentes dos que não os escovam, em biblioteconomia o processo de acumulação ocorre com todo tipo de porcaria sem uso.

Administração: Soft Science? Nem isso. 2º Há quem acredite que seja o processo de conversão da informação em ação (Cortes, 1987). 3º Aquilo que dona de casa faz para render o salário mínimo do marido, administra

Agua: Vulgarmente conhecida como H2O, é molhada e pode destruir seu acervo 2º é preferível não possui-la em seu acervo, certamente um desavisado derrubará sobre os livros 3º Necessária à vida orgânica, não encontra função na Biblioteca (talvez para limpar o chão, se houver quem o faça) já que por lá não há vida desta natureza.
Anais: O menos pudico dos documentos, aquele que relata todo o acontecimento, “de cabo a rabo”. 2º Não confunda com “Fundilhos”. 3º Não se trata do coletivo de “anal”, mas do conjunto de documentos publicados após um evento, por falta de nome melhor, e pelas características do que se faz nestes eventos, coube o nome “anais”.
Arquivo: De metal ou madeira, espaço ou instituição, pequeno pras contas de casa ou Nacional, é a coisa mal explicada em Biblioteconomia que talvez seja seu espaço de trabalho um dia, mesmo que você não saiba nada sobre um, e ninguém use. 2º Lugar onde se arquiva e estão arquivadas as coisas.

Arquivista: Aquele outro profissional da Informação que não tem conselho próprio, um conselho pode tomar a vaga dele sem medo, mesmo que você não saiba o que deve ser feito em um Arquivo. 2º Um outro ai que arquiva. 3º Pessoa de dedos rápidos, que entende tudo dentro de um processo de acumulação orgânica, tornando qualquer pedacinho de papel em prova documental. 4º Retratados na série os ASPONES.

Arquivistica: A mais feia das MARIAS (Smithson, 1954), não me lembro se a ruiva ou a morena, com certeza  a mais chata (Lira, 2011). 2º Organicidade, proveniência, acumulação natural, é o que mais se fala;  O que distingue um documento de Arquivo de um documento qualquer? Isso só um Arquivista pode te dizer.

Associação Brasileira de Normas Técnicas: Em reformulação Constante. 2º acabou de mudar de novo, na próxima edição saí.

Ata: Documento pelo qual se “atam” todas as coisas ditas e não resolvidas  em uma comissão 2º Fonte de informação institucional, é literatura cinzenta por definição, mesmo que ninguém se ligue nisso 3º Palíndromo verdadeiro.

AudioBook: “ Livro falado”, seu suporte e meio variam, costuma ser  contudo eletrônico e possuir identidade digital, estando quase sempre em mídias físicas como o CD, e o DVD. 2ºFormato de auxilio “falado” ao usuário com deficiência,  3º Também pode ser um arquivo de áudio voltado

Autor: 1º Aquele que só serve pra inverter o nome na hora da referencia. 2º Quem escreve ou produz. 3º Junção de Au + Tor, respectivamente o barulho do cão, mais o deus escandinavo do trovão. 4º Principal campo de descrição dos conteúdos, o dos livros que vc lê é Paulo Coelho.

Autor Entidade: Que incorpora os espíritos, ver Também  - Mãe de Santo.

Autor pessoal: Aquele que não é impessoal, bacana, legal. 2º Aquele que é Pessoa, mas não é Fernando que era muita gente.

Aviso: Sm, Sunb,:  1º Do verbo Avisar, eu aviso, tú não ouves, nós nos lascamos. 2º É aquilo que vou fazer agora, “nunca mais perca seu tempo lendo um dicionário de Biblioteconomia”, 3º Muito ouvido pelos estagiários, é a ladainha do chefe antes da sua demissão.  4ª Como se nota, é a comunicação que chama a atenção (com certeza não é o que se faz em sala de aula.).




Nenhum comentário:

Postar um comentário